
Uma formação semelhante a uma nuvem funil chamou a atenção de moradores de Itaipuaçu, em Maricá, no fim da tarde desta segunda-feira (7). Vídeos e imagens compartilhados nas redes sociais mostram a estrutura se projetando a partir de uma área de nuvens carregadas.
Formação se dissipou sem tocar a superfície
Segundo relatos de moradores, a formação teve aspecto de cone, mas se dissipou antes de alcançar o solo ou a água. Não houve registro de danos, feridos ou ocorrências relacionadas ao fenômeno no distrito.
Pelas imagens divulgadas, a estrutura é compatível com uma nuvem funil, caracterizada por uma rotação de ar visível que se forma abaixo de uma nuvem, mas não alcança a superfície.
Entenda a diferença entre nuvem funil, tornado e tromba-d’água
A classificação do fenômeno depende de onde a formação toca:
- Nuvem funil: quando a rotação não alcança o solo nem a água;
- Tornado: quando o vórtice toca o solo;
- Tromba-d’água: quando a formação atinge uma superfície de água, como mar, lagoa ou represa.
De acordo com o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), a diferença entre os fenômenos está justamente no contato da circulação de ar com a superfície.
Instabilidade atmosférica pode favorecer formações rotativas
Nuvens funil podem surgir em períodos de forte instabilidade atmosférica, com combinação de alta umidade, nuvens carregadas, turbulência e correntes de ar em diferentes direções.
No litoral do Rio de Janeiro, esse cenário pode ocorrer durante a passagem de frentes frias e áreas de instabilidade. Apesar da aparência impressionante, a formação registrada em Itaipuaçu não evoluiu para tornado ou tromba-d’água.


