
A Prefeitura de Maricá realizou nesta sexta-feira (28) o Fórum de Atenção Psicossocial “Me chame pelo meu nome: o protagonismo dos usuários em saúde mental”. O encontro aconteceu no Banco Mumbuca, no Centro, e reuniu profissionais, usuários dos Centros de Atenção Psicossocial (Caps) e convidados em uma programação de escuta, diálogo e troca de experiências. A atividade foi divulgada pela Prefeitura de Maricá.
Promovido pela Secretaria de Saúde, em parceria com a Secretaria de Assistência Social e Cidadania, o fórum discutiu a importância de incluir os usuários na construção dos cuidados em saúde mental, reconhecendo cada pessoa para além de diagnósticos e rótulos.
Música, teatro e feira solidária marcaram programação
Além da mesa de debates, o evento contou com apresentação do coral formado por assistidos da rede de saúde mental, atividade teatral e feira solidária com produtos confeccionados pelos próprios usuários.
As ações destacaram a autonomia, a criatividade e a participação das pessoas acompanhadas pelos serviços de atenção psicossocial do município.
“O fórum representa um espaço de escuta, diálogo e construção coletiva, onde profissionais, gestores e a sociedade se unem para pensar caminhos que promovem um atendimento cada vez mais humano, acolhedor e integrado”, afirmou o secretário de Saúde, Dr. Marcelo Velho.
Protagonismo dos usuários na saúde mental
A coordenadora do Caps III, Lorena Oliveira, ressaltou que a programação buscou ampliar o espaço de participação dos usuários.
“O tema do nosso fórum foi o protagonismo dos usuários, e a feira solidária é um exemplo desse lugar de protagonismo. Também contamos com as apresentações dos usuários, mostrando a potência e a capacidade de cada um”, destacou.
Durante o encontro, também foram debatidos diferentes aspectos do cuidado em saúde mental, com foco na autonomia, no acolhimento e no respeito às histórias individuais.
Livro inspirado em vivências com autismo
Uma das participantes foi Anna Gabriela, assistida pela rede psicossocial de Maricá, que apresentou um livro inspirado em experiências pessoais relacionadas ao autismo.
“Apresentar o livro no Fórum, que faz parte da rede onde sou acompanhada, é um momento importante para falar de como vivi com o autismo na infância, especialmente sobre as dificuldades com as atividades do dia a dia e com a rotina”, relatou.
A iniciativa reforçou a proposta de uma atenção psicossocial mais humanizada, com participação ativa dos usuários, familiares, profissionais e comunidade.


