
Uma pesquisa desenvolvida em Maricá para avaliar uma alternativa de tratamento para úlceras crônicas do pé diabético avançou para uma nova etapa. O Instituto de Ciência, Tecnologia e Inovação de Maricá (ICTIM) publicou termos de outorga de bolsas relacionados ao ensaio clínico com o Heberprot.
O estudo avalia a aplicação intralesional do fator de crescimento epidérmico em pacientes com úlceras crônicas associadas ao diabetes. A pesquisa ainda está em desenvolvimento e não representa a oferta do tratamento ao público geral.
Bolsas reforçam etapa clínica da pesquisa
Os atos publicados pelo ICTIM preveem duas bolsas anuais de R$ 36 mil cada, totalizando R$ 72 mil, com duração de 12 meses.
O documento classifica a iniciativa como “ensaio clínico – fase clínica”, voltado à aplicação do Heberprot em úlceras crônicas do pé diabético. O extrato oficial do ICTIM confirma o projeto e a duração das bolsas.
Projeto estuda tecnologia desenvolvida em Cuba
A pesquisa faz parte de uma Encomenda Tecnológica firmada pelo município para desenvolvimento e validação clínica de uma plataforma voltada ao tratamento de úlceras do pé diabético.
A tecnologia Heberprot foi desenvolvida em Cuba e é estudada como possível alternativa para feridas complexas relacionadas ao diabetes. A expectativa apresentada pelo projeto é investigar se a solução pode contribuir para reduzir complicações e o risco de amputações.
No entanto, qualquer resultado sobre segurança, eficácia ou eventual ampliação do tratamento dependerá da conclusão da pesquisa e das avaliações científicas e sanitárias necessárias.
Pesquisa terá duração prevista de dois anos
A fase de pesquisa e desenvolvimento anunciada pelo município tem duração estimada de dois anos e prevê acompanhamento de pacientes em diferentes estágios da doença.
Até o momento, não foram divulgados publicamente o número de participantes, os critérios de inclusão, os locais de aplicação, o cronograma detalhado ou a forma de recrutamento para o estudo.
A população não deve tentar buscar o medicamento por conta própria. Pessoas com diabetes e feridas nos pés devem procurar acompanhamento médico na rede de saúde, já que alterações como feridas, dor, vermelhidão ou perda de sensibilidade exigem avaliação profissional.


